Cristianismo primitivo e as mulheres


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Na sociedade greco—romana, as mulheres desfrutavam de uma condição bem inferior, sujeitas a altos índices de infanticídio de meninas, casamentos impostos e carência de igualdade econômica. O cristianismo proveu as mulheres de uma segurança e uma igualdade muito maiores que as existentes até então no antigo mundo clássico. Esta declaração pode surpreender muitos leitores que ouviram dizer que religiões mais antigas e o paganismo tinham uma visão da mulher mais positiva que a do cristianismo. Era extremamente comum no mundo greco-romano livrar-se de bebês do sexo feminino deixando-os morrer por exposição às intempéries, dada a condição inferiorizada das mulheres na sociedade. A igreja proibiu seus membros de praticar tal ação. A sociedade greco-romana não valorizava as mulheres sem marido, e era ilegal uma viúva levar mais de dois anos para casar-se novamente. O cristianismo, porém, foi a primeira religião a não obrigar as viúvas a se casarem. Elas eram sustentadas e respeitadas dentro da comunidade para que não sofressem pressão exagerada para achar outro marido. As viúvas pagãs perdiam todo o controle sobre o patrimônio dos maridos falecidos quando voltavam a se casar, mas a igreja permitia que as viúvas mantivessem o patrimônio do marido falecido. Finalmente, os cristãos não endossavam o concubinato. Se um homem quisesse viver com uma mulher, era obrigado a casar-se, o que provia muito mais segurança a ela. Igualmente a dupla moral pagã de permitir aos homens casados praticarem sexo extraconjugal e ter amantes era proibido pela igreja. Com todas essas diferenças, as mulheres cristãs desfrutavam de segurança e igualdade muito maiores que aquelas da cultura ao redor.

Tim Keller

em seu livro Fé na Era do Ceticismo

 



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Pedro Wanderley
Publicado por Pedro Wanderley

O Médico que acredita em curas mais profundas do que a Ciência pode trazer. O cético vacilante em busca da fonte que nunca secará.